quinta-feira, 15 de março de 2007

SUGESTÃO DE LEITURA


Educação Ambiental e Participação Social
NÃO DEIXE DE LER :

Educação Ambiental e Gestão Participativa em Unidades de Conservação - LOUREIRO et alli
APA Serra da Mantiqueira - Relatório I Oficina Integrada de Conselheiros
Colegiado Gestor em Área de Proteção Ambiental: Análise de três casos no Estado de São Paulo - Tese de Mauro Rocha Cortês
ANAIS do Workshop Nacional de Gestores de Áreas de Proteção Ambientais - APAs- 2000
A difícil arte do planejamento participativo: A implementação da APA Estadual de Chapada dos Guimarães como exemplo de institucionalização territorial - Monika Roper
Áreas de Protección Ambiental en Brasil y los conflictos en su administración - Nájila Rejanne Alencar Julião Cabral et alli
Área de Proteção Ambiental como Instrumento de Planejamento e Gestão: APA Cananéia-Iguape-Peruíbe/SP - Tese de Marília Britto Rodrigues de Moraes
A Área de Proteção Ambiental brasileira: "instrumento demagógico" ou palco de experiências inovadoras? - Monika Roper

A Prática do Controle Social: Conselhos de Saúde e Financiamento do SUS - Brasília/DF - 2002
APAs Federais no Brasil - Maurício Boratto Viana e Roseli Senna Ganem - Consultoria Legislativa - Estudo Agosto/2005
Guia do Monitor: Curso de capacitação de conselheiros estaduais e municipais de saúde - Ministério da Saúde - Brasília/DF - 2002
Conselhos Gestores de Políticas Públicas e Democracia Participativa: aprofundando o debate - Luciana Tatagiba
Temas para Reflexão em Desenvolvimento Sustentável - PNUD
Como promover a participação equilibrada das mulheres e dos homens no processo da decisão? A democracia paritária como motor da igualdade - Intervir para a Mudança - retirado da internet
Implantação e fortalecimento de Conselhos Gestores de Unidades de Conservação: a experiência do NEA-RJ na Gestão Participativa de UC - Renata Brasileiro e Thaís Salmito - IBAMA/RJ - 2004
Oficina de Conselhos - Apresentação PowerPoint
Seminário: Os Sentidos da Democracia e da Participação: síntese das oficinas - Apresentação PowerPoint
Programa de Desenvolvimento Sustentável de Território Rurais - Ministério do Desenvolvimento Agrário - Apresentação PowerPoint
Encontro Estadual: Conclusões e Perspectivas do I Congresso Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas: Avaliando o SIGRH - Representatividade - FUNDAP - Apresentação PowerPoint
Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) - Instrumento de Gestão Compartilhada no Ceará - Monografia de Antonio Manoel Timbó Lima Gomes - 2001
A construção do significado de controle social com conselheiros de saúde no Estado do Piauí, Brasil - José Ivo dos Santos Pedrosa
Desenvolvimento Comunitário com Base em Ativos - John Mcknight
Desenvolvimento & Gestão Compartilhada - Juarez de Paula
Orientações Básicas para a Formação dos Conselhos de Unidades de Conservação - DIREC/IBAMA - 2002
Enfoque Participativo - Texto extraído de publicação da autoria de Marcos Afonso Ortiz Gomes, com apoio de Sílvia Pompéia - 2005
Gestão com a Sociedade: Diretrizes Básicas para a Operacionalização da Gestão Participativa em Unidades de Conservação - Elísio Márcio de Oliveira - CGEAM/DIGET
A Importância dos Métodos Participativos para a Promoção da Cidadania: Desenvolvimento Local e Pesquisa-Ação - Felipe Addor
Relatório da Oficina: Conselho Consultivo Parna/Jericoacoara - IBAMA/CE - 2005
A Pesquisa-Ação na Cadeia Produtiva da Pesca em Macaé: o envolvimento dos atores para a construção de um projeto de desenvolvimento local - Sidney Lianza, Felipe Addor, Vera de Fátima Maciel e Vicente Nepomuceno de Oliveira
Proposta de Trabalho para a Formação do Conselho Deliberativo de Gestão da APA de Guaraqueçaba - Kusum Verônica Toledo/MATER NATURA - Instituto de Estudos Ambientais - Curitiba/Pr - 2002.
Os textos abaixo foram coletados na internet ou recebidos através de grupos de discussão da web.
Enviar e-mail
Visite também a página do GPEA/UFMT

LIVRO: CAPTAÇÃO DE RECURSOS: da teoria à prática
Não deixe de ler:
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LIVRO: FACILITANDO OFICINAS: da teoria à prática
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Última atualização: 12/mar/2007 a 10 h 22 min a.m.
visitantes
Uma escada da Participação Cidadã - Artigo de Sherry ARNSTEIN
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A Área de Proteção Ambiental brasileira: "instrumento demagógico" ou palco de experiências inovadoras? - Monika Roper

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Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) - Instrumento de Gestão Compartilhada no Ceará - Monografia de Antonio Manoel Timbó Lima Gomes - 2001
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Desenvolvimento Comunitário com Base em Ativos - John Mcknight
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Orientações Básicas para a Formação dos Conselhos de Unidades de Conservação - DIREC/IBAMA - 2002
Enfoque Participativo - Texto extraído de publicação da autoria de Marcos Afonso Ortiz Gomes, com apoio de Sílvia Pompéia - 2005
Gestão com a Sociedade: Diretrizes Básicas para a Operacionalização da Gestão Participativa em Unidades de Conservação - Elísio Márcio de Oliveira - CGEAM/DIGET
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Relatório da Oficina: Conselho Consultivo Parna/Jericoacoara - IBAMA/CE - 2005
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Proposta de Trabalho para a Formação do Conselho Deliberativo de Gestão da APA de Guaraqueçaba - Kusum Verônica Toledo/MATER NATURA - Instituto de Estudos Ambientais - Curitiba/Pr - 2002.
Os textos abaixo foram coletados na internet ou recebidos através de grupos de discussão da web.
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O conceito de educação Ambiental

“A Água é o sangue da terra
insubstituível
Nada é mais suave e,
No entanto, nada a ela resiste,
Aquele que conhece seus princípios pode agir
Corretamente, tomando-a
Como chave e exemplo
Quando a água é pura
o coração do povo é forte.
Quando a água é suficiente
o coração do povo é tranqüilo” (Filósofo chinês – século IV ªC)

A necessidade vital do homem pelos elementos que formam o meio ambiente existe desde que o homem surgiu na face da terra. Da utilização da primeira respiração ao nascer até a sobreposição da terra que o consome o corpo físico pela morte, o homem cria, transforma e interfere em todos os meios de vida no planeta.
“A EDUCAÇÃO AMBIENTAL é o conhecimento da estrutura, da composição e da funcionalidade da natureza e das interferências que o homem produzir sobre essa estrutura, essa composição e essa funcionalidade.” (Aziz Ab’sáber, 1990).

O desenvolvimento sustentável – conceito

O conceito de sustentabiliddade segundo Lester Braw, do Wordwatch Institute é “Uma sociedade sustentável é aquela que satisfaz suas necessidades sem diminuir as perspectivas das gerações futuras”.
A expressão “desenvolvimento sustentável” foi adotada na maioria dos documentos oficiais de âmbito internacional resultantes de Conferências das Nações Unidas.
Em “Cadernos da Católica” – FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL, na visão de Genebaldo Freire Dias, é abordado como se considera a Educação Ambiental atualmente.
Segundo o autor, a EA (Educação Ambiental) é considerada como um instrumento essencial para a promoção do desenvolvimento sustentável. É importante saber a evolução dos conceitos, objetivos, princípios e recomendações se quiser desenvolver atividades nessa área. Este trabalho apresenta uma coletânea de documentos históricos que formam as bases conceituais da EA, construídos em encontros promovidos pela UNESCO-PNUMA e outras instituições.
Entre muitos encontros promovidos, a Conferência de Estocolmo – Conferência das Nações Unidas, sobre o Ambiente Humano, organizada pela ONU e 1972, reuniria 113 países e construiria um marco histórico na busca de soluções ambientais. Ficou decidido que por meio da educação seria a única forma de conseguir essas mudanças. Reconheceu-se também que a educação vigente da época seria impossível prover as mudanças necessárias. Tal raciocínio estava correto. Se dependesse das instituições da educação formal do mundo, a EA ou não existiria ou ficaria em teorias, filosofias, burocracia e interesses políticos. Em Estocolmo se precisava definir conceitos, bases conceituais do que seria a EA. Um resumo deste histórico é apresentado ao Brasil em artigo sobre a EA. Com esses conhecimentos, as instituições governamentais do Brasil deveriam promover a EA, mas diante do quadro político vigente, desfavorável, ditatorial que seguia o interesse dos países ricos a EA foi vista como um processo de natureza revolucionária, subversiva, sendo desconsiderada. O mesmo acontecia em outras partes do mundo.
Os modelos de “desenvolvimento” e política vigente, impostos pelos sete países mais ricos, através do Sistema Financeiro Internacional e das suas influências nos sistemas de Educação e Informação do mundo, nos legaram uma situação sócio-amiental insustentável, como foi concluído na Rio 92. Tal modelo de desenvolvimento se fundamenta no Lucro a qualquer custo e está ligado ao aumento da produção vinculado a recursos naturais, utilizados sem critérios. “A natureza é vista como um grande supermercado gratuito, com reposição infinita de estoque: onde só se observa o benefício e despreza o custo”.

Reafirmaram que: (entre outros aspectos)
è Para atingir a sustentabilidade, são requeridas cooperação e integração de setores e uma mudança radical de comportamento e estilos de vida. A educação é o caminho.

Recomendaram que: (entre outros aspectos)
è Governos de todo o mundo honrem os compromissos assumidos nas conferencias da ONU e dêem a educação, meios para buscar a sustentabilidade.
è Sejam elaborados planos de ação para educação formal, não formal e informal dos níveis nacionais e locais.

a)Paradigma de desenvolvimento sustentável

Visa a sustentabilidade social, construção do ser, abrangendo assim suas necessidades materiais e não-materiais, sustentabilidade econômica: possibilita uma gestão mais eficiente dos recursos; sustentabilidade ecológica: a redução de danos deve nortear as ações; sustentabilidade espacial: configuração rural-urbana mais equilibrada; sustentabilidade cultural: respeito à pluralidade e as especificidades de cada ecossistema, de cada cultura e de cada local.

- História do desenvolvimento sustentável

Do ponto de vista sistêmico, as únicas soluções viáveis são as soluções “sustentáveis”. É esse o grande desafio de nossa época, criar comunidades sustentáveis, isto é, ambientes sociais e culturais que nos satisfaçam sem diminuir as possibilidades das gerações futuras.
A mudança de paradigma tem grande contribuição da física, que com novas concepções têm gerado uma profunda mudança em nossas visões de mundo; da visão de mundo mecanicista de Descartes e de Newton para uma visão holística e ecológica.
No começo do século a nova visão da realidade não era aceita pelos físicos.
Há diferença entre “Holístico” e “Ecológico”, diferem de significados. Holístico parece ser menos apropriado para descrever o novo paradigma, nessa visão considera-se a “coisa/objeto” como um todo funcional e compreender, com interdependência das suas partes. Na visão ecológica soma-se a função da visão holística e vai além, acrescenta-se, considera-se o ambiente natural e social em que a “coisa/objeto” está encaixado, ou seja, de onde vem à matéria-prima, como o uso do objeto afeta o meio ambiente natural e a comunidade que a utiliza. Essa distinção é ainda mais importante quando falamos sobre sistemas vivos, para os quais as conexões ambientais são muito mais vitais.
A mudança de paradigma requer uma expansão não apenas de nossas percepções, mas também de nossos valores.
A conexão nas mudanças de pensamentos e valores pode ser vistas como mudanças de auto-afirmação para a integração, estas duas tendências são, ambas, aspectos, essenciais de todos os sistemas vivos.
Enquanto o velho paradigma centra os valores no ser humano (antropocêntrico) a ecologia profunda está alicerçada em valores ecocêntricos (centrados na terra) quando essa concepção toma parte de nossa consciência cotidiana, emerge uma sistema de ética radicalmente novo.
Essa ética é profundamente necessária em todos as áreas, e ciência. No sentido de promover e preservar a vida (Baseado em texto de Fritjol Capra – Ecologia Profunda – Novo Paradigma)

O desenvolvimento sustentável e a realidade

A questão da sustentabilidade é apontada como parâmetro de desenvolvimento na busca de alternativas para mudar o comportamento humano, partindo da educação, como um todo, descentralizando e articulando valores no intuito de conscientizar para um novo estilo de vida. A vida do homem, a vida da natureza e do planeta, garantindo condições de interação e sobrevivência dos componentes físicos e biológicos que interagem a natureza e o homem nas dimensões sócio-econômicas e éticas.
Os propósitos da Educação Ambiental, centrados numa reeducação no processo de conhecimento de valores e conceitos, para tornar o homem hábil e ter atitude no intuito de aprender as inter-relações entre o homem sua cultua e seu ambiente biofísico.

Em âmbito nacional, muito já está sedo feito: Leis ambientais, parâmetros curriculares da educação nacional e muitos outros.

No PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) – Documento Básico proposto pelo Departamento Pedagógico da SEC/MEC, evidencia entre outros aspectos do tema:
A EA, na concepção de transversalidade com os demais campos de conhecimento tem como finalidade:
è Ajudar a compreender a existência e interdependência ecológica, social e política nos 20 anos urbanos e rurais.
è Proporcionar a aquisição de conhecimento, o sentido dos valores, as atitudes e as aptidões para proteção do meio ambiente.
è Apontar novas posturas e condutas de respeito ao meio ambiente.
A abordagem interdisciplinar propõe que as questões relativas ao meio ambiente visem a: (entre outros aspectos);
è Estimular mudança no relacionamento da comunidade escolar e sociedade buscando influir em programas de desenvolvimento.
è Promover, na escola, o planejamento onde o variável ambiental permeie todos os componentes curriculares.
Promoção do Ensino, da conscientização e do Treinamento. Ag. 21 cap.36 SEC.
Países, escolas e/ou instituições adequadas e organizações internacionais e nacionais devem: entre outros aspectos:
è Reduzir os índices de analfabetismo
è Fornecer a educação ambiental desde a escola primária até a adulto.

Destaca-se a obrigatoriedade do licenciamento ambiental segundo a lei de crimes ambiental nº 9605 (art. 60/1998) “Construir, reformar e ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do Território Nacional, estabelecimentos, obras ou serviços efetivos em potencialmente poluidores, sem licenças ou autorizações dos órgãos ambientais competentes, receberão multas conforme infrações de descumprimento” (pesquissa e aprofundamento do tema-06/2006)
Faz-se necessário portanto, sensibilizar as pessoas na configuração de consciência política, ética, e cidadania, capaz de despertar o homem para uma nova postura na busca de melhores condições de vida não apenas do homem em si, mas do planeta como um todo; visto que todos são responsáveis e que o resultado seja positivo ou negativo será mostrado mais sedo ou mais tarde.